(0)

Já estamos nos acostumando ao bombardeio diário de notícias e imagens. No entanto, sempre existem aquelas imagens que nos marcam mais. Por serem mais dramáticas, mais icônicas, por terem sido tiradas no momento exato em que um fato histórico muito importante aconteceu... Enfim, o fotojornalismo está repleto de exemplos assim, que entraram para a história com um só clique. E nós, curiosos que somos, e inspirados pela maravilhosa parceria que a Moto fez com O Estado de S. Paulo no projeto EZtadão, resolvemos pesquisar e dividir com vocês algumas dessas histórias.

Achou interessante? Vem com a gente!

 


 

A menina do Vietnã

Phan Thị Kim Phúc tinha 9 anos quando sua aldeia foi bombardeada com napalm, uma substância gelatinosa altamente inflamável, durante a Guerra do Vietnã. Suas roupas pegaram fogo e a menina, para se salvar, tirou-as e saiu correndo nua pela estrada, quando foi flagrada pelo fotojornalista Huynh Cong Ut, da agência Associated Press. Kim Phúc teve uma grande parte dos braços queimados, e a foto se tornou um marco dos horrores da guerra, sendo mundialmente premiada. Essa história acaba com uma boa notícia: a garotinha cresceu, se mudou para o Canadá e hoje vive feliz com seu marido e dois filhos.

 

O Beijo na Times Square


No dia 14 de agosto de 1945, a Times Square (Nova York) estava em festa com a volta dos soldados vitoriosos na Segunda Guerra Mundial. Nesse dia, o fotógrafo Alfred Eisenstaedt fotografava a comemoração para a revista Life quando foi surpreendido pelo beijo espontâneo entre dois desconhecidos. O marinheiro - imortalizado em uma das fotos mais famosas do mundo! - nunca veio a público e seu nome ainda hoje é especulado. Já a enfermeira se apresentou anos mais tarde. Edith Shain disse que saía do trabalho para comemorar a vitória quando foi surpreendida pelo soldado. Segundo afirmou anos mais tarde, na hora pensou que não seria mal se deixar beijar por um herói que havia lutado tão bravamente pela vitória dos Aliados.

 

The Falling Man

Talvez uma das imagens mais impactantes do atentado de 11 de Setembro, em Nova York, a foto conhecida como The Falling Man (Homem Caindo, em tradução livre) mostra um homem em queda livre após se jogar de uma das torres em chamas. A foto, tirada por Richard Drew, da Associated Press, foi considerada perturbadora e tem sido evitada por muitos órgãos de imprensa. Um dado interessante sobre o atentado é que todas as mortes causadas por pessoas se jogando dos prédios (quase 200 no total) para evitar as chamas, fumaça e explosões foram consideradas homicídios, não suicídio, pelo Departamento de Polícia de NY.

 

O Massacre na Praça da Paz Celestial

Em 1989, o governo chinês coibiu com violência os protestos pacíficos que vinham ocorrendo na Praça Tian'anmen, em Beijing, capital do país. Um dia depois do massacre, em que podem ter morrido até duas mil pessoas, um jovem solitário e desconhecido faz parar sozinho uma fileira de tanques de guerra. Jeff Widener, fotógrafo da Associated Press, capta o momento de coragem dessa figura anônima. Anos depois, a revista Times reconheceu o “rebelde desconhecido” como uma das figuras mais importantes do século XX.

 

O primeiro dia de aula de Dorothy Counts

Dorothy Counts morava em Charlotte, sul dos Estados Unidos, e tinha 15 anos quando foi aceita na prestigiada escola de Harding. Era um esforço de integração entre brancos e negros, e uma tentativa de acabar com a segregação racial no país. Mas as coisas não seriam fáceis para Dorothy. Quando chegou na escola, em setembro de 1957, um grupo de adolescentes, crianças e adultos brancos estava lá para insultá-la e impedir que seu primeiro dia de aula fosse normal. E foi assim pelos cinco dias em que Dorothy aguentou firme naquele ambiente. A menina corajosa pode até não ter conseguido vencer o preconceito, mas a foto de Douglas Martin rodou o mundo e deu mais voz ao movimento dos Direitos Civis Americanos.

O Guerrilheiro Heroico

A foto mais reproduzida do mundo, que virou camiseta, button, bandeira e até memes, foi tirada durante uma cerimônia fúnebre. Che Guevara estava participando de um memorial pelas vítimas da explosão do navio La Coubre, em 1960, que matara 101 pessoas um dia antes, quando o fotógrafo Alberto Korda capturou a expressão carregada e decidida de Che. O registro, no entanto, ficou anos guardado com Korda. Sete anos mais tarde, com a morte de Che Guevara, a imagem ganhou o mundo e nunca mais parou de ser reproduzida.

Ficou com vontade de fotografar mais? Então aproveite seu Moto! Ele tem uma câmera de qualidade e está sempre ao alcance da mão, disposto a capturar as melhores imagens que passam pela sua frente e, por que não, até a criar a próxima grande imagem do século. É só um clique!